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Ainda há lágrimas em teus olhos

 Ainda há lágrimas em teus olhos!.. Sonhos devastados... Dolorosas lembranças do passado... Resquícios de dor e medo... Planejastes uma linda história mas o destino mudou todo o enredo. E na quietude destes dias frios se desvelam todos os segredos da tua mente através de teu corpo cansado! E na noite mais escura da alma, o que você tanto temia foi o que permaneceu forte ao teu lado! - Pois o que temias tanto na verdade, não era teu inimigo; era o teu único aliado... Vozes pairam incessantemente dentro de tua mente Condenando-te por algo que já não sabes se é certo ou errado! Sentenças injustas! Verdades ocultas! Solitárias lutas!..  Permanecendo fiel a ti mesmo entre tantas tormentas vês que ainda nem tudo está acabado! Há invisíveis lágrimas em teus olhos, mesmo no esboço deste teu sorriso quase apagado... - Na vã tentativa de fingires que tudo vai bem! Ainda há lágrimas em teus olhos!... Lágrimas sobre a tua triste face bela e nua! Lágrimas ... Lágrimas ... Lágrimas que já ...

Há tanta esperança

 Há Tanta esperança em teus versos poéticos... Nos teus avisos proféticos... Até mesmo em teus contos mais patéticos... Há tanta esperança que às vezes são os doentes que curam os medicos. Há tanta esperança em tuas flores mágicas... Em tuas solitárias danças... Em tuas mortes trágicas... Nos teus dias de crianças ... Em tuas festas nostalgicas. Há tanta ironia em teus sonhos, medos e angustias, delirios, lembranças e euforias... Há anjos, poetas e flores por todo o teu caminho. Há tanta esperança de que seu nome esteja escrito por paredes, livros e pergaminhos. Às vezes há esperança nos lugares mais estranhos... Em tudo que não tem tamanho... Em tudo o que não se pode ver... Em tudo que não se pode ter... E no que não quer acontecer... Na saudade, no perdão, no amanhecer!... E se vejo tanta esperança é por que estou em tuas fantasias e em tuas solitárias danças; Mas você não pode me ver. Há tanta esperança de que tudo um dia irá mudar... De que em breve poderemos voar. Há tanta es...

Labirinto

 Ando, como em um sonho ébrio, perdido por entre florestas e labirintos - E assim eu vou andando... seguindo o meu instinto. Continuo sempre em frente Mesmo sabendo que não há ninguém me esperando....Mesmo sabendo que o meu tempo possa estar acabando. Sigo mesmo que lentamente sempre... sempre em frente. Às vezes tudo é assim - antes do começo eu já vejo um fim. Não sei bem o porque mas às vezes eu sei o que você sente mesmo quando eu já nem sei realmente o que eu mesmo sinto. Assim eu sigo mesmo estando na contra-mão... Mesmo em meio ao perigo e num momento sombrio e vão...Mesmo sem abrigo e num caminho de ilusão... Mesmo sem nenhum amigo e nem um único pedaço de pão. Há momentos em que eu sinto vontade de correr para bem longe...onde ninguém possa me ver. Para um lugar tão distante onde eu possa me esconder. Correr... Correr sem parar para um lugar onde não veja ninguém passar. E neste meu eterno e estranho sonho quando eu corro você para e quando eu paro você corre... enquanto v...

Buscador de mim

 Sou um eterno buscador de mim mesmo - Sozinho, perdido,por aí...à esmo. E assim eu vou vagando por lugares nebulosos e estranhos sem saber como voltar...na louca tentativa de um dia me encontrar. E a cada passo há sempre muita coisa a se enfrentar. Sou um aprendiz, sonhador, buscador... Sem espada para lutar, sem escudo para me defender,sem ninguém a me esperar... Às vezes nem eu mesmo consigo entender por que eu estou sempre tentando procurar algo que talvez eu nunca vá achar! Só sei que eu sou um buscador eterno numa louca aventura na procura de mim mesmo - E de mais ninguém... Longe,à esmo... Neste longo e profundo vai e vem de pura ilusão. Sou um sonhador, eterno buscador que vaga por aí perdido, cansado, ferido nesta desleal batalha que causa a minha própria solidão. Mas ainda assim eu fico, resisto e luto até o fim! - Pois eu não quero ser um desertor de mim!...

Eterna despedida

  A minha vida é uma eterna despedida! - É sempre eu de chegada e alguém de saída. Não sei por quê mas é sempre assim. É eu no começo e você lá no fim. É eu parado consertando minhas asas e você subindo. É eu subindo e você caindo. É um recomeçando e você desistindo. É eu sangrando e você rindo. É eu sonhando e você fingindo. - E assim eu também vou me despedindo.E sozinho pelo caminho eu vou partindo... Levando sempre na lembrança aquele último beijo,a última dança,o último abraço, aquele último aceno... Distante como sempre e sozinho como nunca eu vou indo. ...E no meio do caminho,tudo vai ficando nebuloso, longínquo,silencioso, pequeno... 

Até nunca mais!

 Leve contigo as tuas loucuras... (Que surgem como vendavais!). Leve contigo a tua sorte,os teus pequenos cortes,os teus surtos irreais... - Já aprendi a ser forte. Não vou olhar para trás. Onde estão os nossos amigos que já não nos conhecem mais? Leve contigo os teus momentos insanos de perigo. Leve contigo este momento triste e tudo mais que existe. - Agora tanto faz! Leve o teu sorriso e tudo mais que for preciso... Deixe-me em paz! Leve contigo as tuas fantasias...a tua boca amarga e fria que já não me beija mais. Leve contigo as tuas melancolias,as tuas alegrias E o que poderia ser o mais Belo amor. .. Leve contigo as nossas noites de orgia,os nossos sonhos,as nossas poesias E tudo o que lhe causa horror. Leve contigo as nossas lembranças,as nossas esperanças, nossos planos bobos de criança,a tua infinita dor. Leve o teu sorriso e tudo mais que for preciso...- Não quero o teu favor! Leve contigo os meus passos em compassos e descompassos... Leve os meus abraços,os meus pedaços...

Poeta alado

 Era um poeta que sonhava em ser santo. Era um poeta que ao alto elevava o seu canto. Era um poeta solitário,sem casa,sem manto... Era um poeta que quase ninguém o via. Era sempre poeta - mesmo nas tristezas e loucuras de seus dias. E a sua vida era uma fantasiosa poesia . Algumas vezes escrevia torto, meio que sem jeito, mas com um toque de magia as palavras emanavam da eterna dor que sentia em seu peito. Gostava de passar horas e horas na solidão de seu pequeno e simples leito. E o poeta insanamente ria...ria...ria... E cada gota de seu sangue que escorria tornava tudo a sua volta ainda mais perfeito. Sonhador - olhou uma última vez a lua,as estrelas,a rua... Sentiu em seu coração um aperto. O seu mundo foi ficando ainda mais estreito. Naquela noite esfriou,ventou,chuveu... Sentiu um amargor na boca. A vista escureceu. E ninguém... ninguém apareceu... E ali em seu cantinho simples e apertado com apenas uma caneta e uma folha ao seu lado o poeta finalmente tornou-se em um ser gran...

Minha terra (Canção do exumo)

  Minha terra tem jazigos,onde canta o sabiá. As aves, que aqui agouram, não agouram como lá. Nosso céu tem mais trevas,nossas várzeas têm murchas flores, nossos bosques têm mais mortes,nossas mortes mais horrores. Em cismar, sozinho, à noite,mais angústia encontro eu lá. minha terra tem jazigos, onde canta o sabiá. Minha terra tem dissabores,que tais não encontro eu cá. Em cismar - sozinho, à noite - mais angústia encontro eu lá. Minha terra tem jazigos, onde canta o sabiá. Não permitas sonhos que eu morra, sem que eu volte para lá. Sem que desfrute os terrores que não encontro por cá. Sem que ainda aviste os jazigos, onde canta o sabiá!

Beijo de Judas

 Não te iludas se alguém a tua face beijar... - Será apenas um beijo de judas para mais tarde poder lhe apedrejar. Não te assombres ao sentir de um beijo um súbito calafrio vindo da pessoa amada que inesperadamente surgiu em meio ao sepulcro luzidio... Não! Não te enganes ao segurar um rosário agradecendo ao beijo consolador. Verás que na inocente insônia de teu corpo estatutário que o mesmo beijo lhe causará imensa dor. Qual vampiro desejoso e de lábios abertos rogando por uma vítima solitária e sangrenta... Qual peregrina sedenta no deserto... A tal virgem macilenta anseia na morte um beijo mesmo que incerto. No círculo de fogo da dança da morte se um anjo beijar-lhe suavemente - Não penses tu que tens sorte! Pois o tal beijo será como a maldita criatura das noites frias,escuras que consumirá tua alma inocente. O beijo imaginário que ganhastes durante a noite lúgubre e queda trouxe contigo o presságio funéreo... Assustada tu vês espectros e imagens tredas levitando sobre um fo...

É inútil lutar!

  É inútil lutar! - Deixe-me sangrar por esse caminho. De que vale um crânio vazio se não para enchê-lo de vinho? Deixe que a funesta Sombra venha ao meu encontro passo a passo, levando tudo o que resta desta noite nebululosa e fria. A morte é tão bela quando segue o compasso da macabra sinfonia!... Deixe que ela estenda seus longos braços - sufocando-me em um agonizar belo e lento - até que meu corpo congele sob a sombra da seca e torta árvore que silenciosa repousa ao vento. Não Quero flores, Não quero lamentos... - Sobre o meu frio mármore! Aqui tudo é passageiro. Tudo é ilusão. Aqui neste mundo somos apenas forasteiros. Venhas até mim e dê-me um último beijo para que seja glorioso este meu fim! Venhas! Venhas até mim!

Sempre ao teu lado

 Quero vê-la mesmo com toda a tua palidez. Quero tê-la mesmo faltando-te a lucidez. Quero tocá-la mesmo com toda a tua languidez. Quero encatá-la nem que seja pela última vez. Quero poder sentir os teus lábios pálidos e frios. Quero estar ao lado de teu corpo doentio. Irei beijá-la no auge da tua agonia. Irei amá-la até os fins dos dias. Hei de lhe tirar estas tuas mortalhas escuras. Hei de aspirar docemente o perfume da tua sepultura. Deitarei-me contigo em teu leito funéreo. Revelarei-me em teus sonhos e mistérios. Estarei contigo em teu leito de morte e beberei do néctar escarlate que emana de teus profundos cortes!!!

A última dança (Dança dos anjos)

 Ao longe, solitária,ela dança...a sua última e mais bela dança. Dança nostálgica e leve entre montes,castelos e florestas imaginárias. E atando-se loucamente a um último fio frágil de esperança ela dança como num sonho doce de criança. E mesmo no auge de sua agonia mais pura ela ainda consegue dançar com ternura. Dança prá lá. Dança prá cá. Jogando as pernas, balançando os braços... E a cada movimento ela se desfaz em milhares de pedaços que ao vento vão se espalhando. Ela vê anjos ao seu redor enquanto dança frenética e aflita. Dançando, ela chora, ri ,e o seu coração se agita!... O corpo dança. A alma grita! E assim ela dança em descompassados movimentos cheios de uma dolorosa lembrança a sua última e mais bela dança!..

Festa da solidão

 Ninguém foi a tua festa. Ninguém... Ninguém dançou contigo!A solidão é tudo o que lhe resta. O vazio enlouquecedor desta noite agora é o teu abrigo. Não houve ao menos um telefonema ou uma justificativa mesmo que cheia de hipocrisia por ninguém ter comparecido. Nada! Nada! - Que gente mesquinha, pequena, de coração apodrecido!...E no silêncio da noite chuvoso e fria, de repente, um amargo dilema!... Lâminas afiadas sobre a pia. A música tocando lá na sala vazia. O espelho encarando a tua face triste. E no ar uma voz profunda e rouca lhe dizendo: Por que você não Desiste?! E num momento de impulso... Mão na lâmina - lâmina no pulso. Agora já não mais existe a dor, o medo, o vazio e a solidão em noites silenciosas,frias,escuras!... Agora, finalmente,ela encontrou a paz,a liberdade, a tão procurada cura!...

Procuro por ti

 Procuro por ti no antigo castelo de paredes coloridas... No circo dos sonhos... Nos versos que componho... Na biblioteca fechada, esquecida... No teatro das ilusões... Entre terremotos, vulcões, furacões... Em rastros de despedaçados corações... Em montes nebulosos, escuros, vazios... Nas brumas à beira dos rios... Em dias cheios de solidão e medo... Em noites silenciosas cheias de segredos... Em cada solitária dança... No riso de uma criança... No frio vento... Em cada gota de chuva... Em cada flor de ilusão... Pelo caminho a fora... Em cada vulto de lembrança... No perfume de tua luva caída ao chão... No passado e no agora... Por que? Por que fostes embora?...

Meu campo de batalha

 Em meu campo de batalha,sem arma de fogo ; Apenas uma navalha... Morre-se de solidão,de tristeza, saudade, coisas do coração... - sem ter ao lado ao menos um amigo. Neste campo de batalha - Sem arma de fogo - com apenas uma navalha, Eu, um soldado solitário, corto os meus pulsos em um estranho momento de impulso para não morrer nas mãos dos meus ( imaginários) inimigos!...

Dias longos (Recomeço)

 Eu só quero poder entender o por que desses dias tão longos assim,onde nada parece ter fim? Hoje é um dia desses que parece não querer anoitecer e quando anoitece também não sei por que mas a noite se esquece que eu estou sem você e teima em não escurecer; mas quando finalmente escurece, até parece que nunca mais vai amanhecer. Faça o que faça... tristeza e solidão não passa. É lágrimas e vinho em uma mesma taça. E quando finalmente amanhecer...vou fugir! Correr! Só para ver o que pode acontecer de diferente... esvaziar a mente... E só vou parar quando você me chamar. Quero procurar em você algo que não existe em mim. - Talvez um começo ou até mesmo um trágico fim! Acordo... adormeço... lembro... finjo que esqueço... O tempo não quer passar. Novamente adormeço e acordo aos pedaços...e de repente eu me ponho a andar de passo em passo, seguindo levemente o meu caminho, como se eu estivesse viajando tranquilo no espaço infinito, silencioso, sozinho... - procurando por você ou por al...

Há quem sonha...

 Há quem sonha acordado. Há quem fala dormindo. Há desespero no olhar que grita calado. Sempre há beleza na face que chora sorrindo. Há quem não sabe amar mas quer ser amado. Há quem ama e está sozinho, jogado de lado. Há por entre as ruas, andando despercebido, alguns anjos sem asas. Há momentos em que a gente se sente um estranho vivendo dentro da própria casa. Há momentos em que a gente anda,anda e não sai do lugar. Há quem passa a vida inteira correndo mas está sempre atrasado. Há pessoas que estão sempre presentes na vida daqueles que amam mas acabam não sendo notadas por que há pessoas que preferem viver no passado. Há quem agradece pelo pouco que tem e é feliz por qualquer motivo. Há quem tem de tudo e mesmo assim parece que não quer estar vivo. Há quem humildemente se sujeita a andar por entre espinhos para alcançar o tão desejado perdão. Há quem se sente sozinho em meio a multidão. Há quem tem medo de se entregar de coração depois de tanto sofrer. Há quem se entrega sem m...

Não havia sonhos

 Não havia sonhos. Não havia amores. Já não havia belos anjos e muito menos flores. - Somente havia espinhos...e não havia mais ninguém naquele caminho. Já não se ouvia música. E no céu não havia estrelas ou lua. Um estranho nevoeiro denso cobria as ruas. E de repente um forte vento...um estridente grito de dor ... Tudo ruiu em um só momento. (O meu rosto estava coberto de palor !). Não havia cura. Não havia nada. Somente uma sepultura a beira da estrada...e ao lado, uma pequena navalha que fez o corte no pescoço santo que conheceu a morte sem ter um véu, uma mortalha,um sagrado manto... De repente eu via a imagem de uma donzela, radiante e bela que languida adormecia em meio a devastada natureza... Sua face parecia cheia de dor e agonia, medo e tristeza. Vi que em sua testa estava escrito em brasa a palavra POESIA. Tudo alí era incerteza ! Em nada mais havia encanto. E se ouvia os prantos de algumas almas suicidas, estranhas,amargas,frias... Já não havia mais almas puras. Era entã...

Encanto

 Eu canto. E em meu canto eu também canto aquele canto breve que você me fez. E eu canto um canto leve como se fosse a última vez. Eu canto sobre a injustiça,sobre a dor, sobre o espanto... Buscando em cada palavra um pouco de lucidez. Eu canto o canto do amor,o canto do perdão,o canto da ilusão... Eu canto um canto cheio de pranto. Eu canto enquanto ainda não chega a minha vez. E quando eu canto e olho para você eu vejo tanto encanto que o meu canto precisa de um canto para se esconder - E é tanto encanto que no entanto o meu canto só quer cantar você! Eu canto a respeito dos que já foram embora, sobre coisas passageiras... Eu canto o canto do agora... E se preciso for eu cantarei a noite inteira! Cantarei em tua casa, cantarei lá do lado de fora... Aconteça o que aconteça! Eu cantarei bem firme antes que minha voz se enfraqueça. Mas antes que todo canto termine, não te esqueças de que há nas entrelinhas de cada palavra minha um pouquinho de você. E enquanto eu canto e olho admira...

Eu sou...

Sou as gotas de veneno no copo de vinho. Sou a lápide no monte verdejante e quedo. Das flores eu sou os espinhos. Sou o teu sonho triste e cheio de medo. Sou noite tenebrosa de lua cheia. Sou as tuas lembranças pálidas e vazias. Sou a solidão que à tua casa vagueia. Sou o vento que corta a noite fria. Sou anjo mudo de asas quebradas. Sou o teu tudo e o teu nada. Sou as palavras tristes das tuas poesías. Sou a sinfonia da morte e seus agouros. Sou a lentidão das horas que aflinge os teus dias. Sou aquele que te faz chorar e depois ri do teu choro. Sou o fio afiado da navalha que fere os teus vãos sentimentos. Sou a força invisível que rasga véus, mantos, mortalhas... Sou aquele que perfura as entranhas de teus secretos pensamentos. Sou aquela tua sensação estranha que faz o tempo ficar mais lento. Sou o sangue amargo e escuro que verte da garganta dos seres impuros. Sou a fonte dos desejos ardentes da donzela que finge ser santa. Sou aquele que faz você chorar desesperadamente em longas...